AEPC
Mobilidade Erasmus+ - Ozolnieki, Letónia
Alunos de Penalva do Castelo participaram numa mobilidade Erasmus+
na Letónia, com foco no envolvimento cívico e escape rooms.
Entre os dias 20 e 24 de abril de 2026, sete alunos do Agrupamento de Escolas de Penalva do Castelo participaram numa mobilidade internacional do programa Erasmus+, realizada em Ozolnieki, na Letónia. A atividade integrou o projeto “Civic Engagement and Escape Rooms”, reunindo jovens de vários países europeus com o objetivo de promover a participação cívica e a colaboração intercultural.
Para além de Portugal e da escola anfitriã da Letónia, participaram delegações de Delmenhorst (Alemanha), Senigallia (Itália) e Rzeszów (Polónia). A delegação de Deva (Roménia) participou online, garantindo também a dimensão internacional do encontro.

Palestra sobre o Estado Novo
Memórias de um tempo sem liberdade: palestra sobre o Estado Novo marca alunos
No dia 22 de abril, o auditório da Escola Secundária de Penalva do Castelo recebeu uma atividade promovida pela biblioteca escolar, em articulação com o grupo de História, que proporcionou aos alunos um contacto direto com testemunhos sobre o período do Estado Novo.
A iniciativa contou com a presença do professor Luís Figueiredo, que conduziu uma palestra centrada nas vivências durante a ditadura portuguesa. Ao longo da sua intervenção, descreveu de forma clara e envolvente como era o quotidiano num regime marcado pela ausência de liberdade: as limitações no acesso à educação, as dificuldades no mundo do trabalho e, sobretudo, a repressão da liberdade de expressão.
Um dos momentos mais marcantes da sessão foi o relato pessoal sobre o seu pai, o advogado Luís da Costa Figueiredo. Por se opor ao regime, foi alvo de perseguição política, tendo sido preso e deportado. Este testemunho trouxe uma dimensão humana e emotiva à palestra, permitindo aos alunos compreender melhor as consequências reais da falta de democracia.
A atividade foi organizada em duas sessões, dirigidas a alunos do 6.º, 9.º e 12.º anos, o que permitiu adaptar a abordagem aos diferentes níveis de ensino. Para os alunos mais novos, tratou-se de uma experiência particularmente enriquecedora e pedagógica, ajudando-os a perceber a importância dos direitos e liberdades de que hoje beneficiam. Já os mais velhos tiveram a oportunidade de consolidar conhecimentos e recordar exemplos históricos já estudados, agora apresentados de forma mais próxima e vivencial.
No final, ficou a sensação de que esta iniciativa contribuiu significativamente para a formação cívica dos alunos, reforçando a importância da memória histórica e do valor da liberdade numa sociedade democrática.














